
Manoel carneiro de Souza Bandeira Filho, poeta considerado a principal figura do modernismo brasileiro, embora tenha se recusado a participar da Semana da Arte Moderna em 1922, em São Paulo.
Na sua poesia, Bandeira abandonou o tom retórico de seus antecessores e usou a fala coloquial para tratar de temas triviais e eventos do dia - a - dia com objetividade e humor.
Seus primeiros livros ( A cinza das horas, 1917, e Carnaval, 1919) mostram a influência tardia dos simbolistas e parnasianos, mas alguns poemas de seu livro seguinte (Ritmo Dissoluto, 1924) já contemplam a sensibilidade do modernismo emergente, que tentava liberar a poesia do academicismo e da influência européia. Libertinagem, (1930) mostra claramente tendências modernistas nos seus versos, livres, linguagem coloquial, sintaxe pouco convencional e o uso de temas folclóricos.
Apesar se sua longa vida como poeta, só passou a ter lucro material com sua produção em 1937, quando ganha o prêmio da Sociedade Felipe d'Oliveira.
Manuel Bandeira nasceu em 19/04/1886 no Recife, e morreu em 13/10/1968 no Rio de janeiro.
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