De brejo em brejo,
os sapos avisam:
- A lua surgiu!...
No alto da noite as estrelinhas piscam,
puxando os fios
cachos de poetas.
A lua madura
Rola, desprendida,
por entre os musgos
das nuvens brancas...
quem a colheu,
quem a arrancou
do caule longo
da via-láctea?...
Desliza solta...
Se lhe estenderes
tuas mãos brancas,
ela cairá...
(Guimarães Rosa)
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